Da canoa havaiana aos combinados de toda a regional: a jornada de liderança de uma das maiores construtoras do país
Jogos 7 min de leitura

Da canoa havaiana aos combinados de toda a regional: a jornada de liderança de uma das maiores construtoras do país

O OutBox TreinamentoTreinamentos corporativos de alto impacto
Compartilhar Copiado
Canoas havaianas na margem da Represa de Guarapiranga, em São Paulo, antes da remada

Existe um momento que se repete no fim de quase todo treinamento corporativo. O grupo está animado, as fotos ficaram ótimas e alguém diz que “foi um dia incrível”. É fácil confundir essa energia com resultado.

Só que a empolgação dura pouco. A curva do esquecimento de Ebbinghaus mostra que, sem reforço, esquecemos 70% do que aprendemos em 24 horas e 90% em uma semana.

Por isso, a pergunta que orienta nossos projetos é outra:

O que dessa experiência vai aparecer na rotina de trabalho?

A jornada que desenhamos com a regional de São Paulo de uma das maiores construtoras do país foi construída em torno dessa pergunta, e os números que vieram depois ajudam a respondê-la.

Sobre o cliente

Uma das maiores construtoras do Brasil, com operação dividida em regionais. A regional de São Paulo reúne áreas como negócios, prospecção e legalização. Essas áreas dependem umas das outras em cada etapa da esteira, do terreno ao lançamento. A regional vinha de um ano de resultados muito positivos e entrou no novo ciclo com uma ambição clara: subir a régua.

O cenário

O mercado imobiliário mudou de ritmo. Há mais players, a disputa por terrenos é maior e as soluções que antes garantiam eficiência, custo e velocidade precisam evoluir para sustentar a mesma performance.

Como lembra Marshall Goldsmith, o que trouxe uma equipe até aqui não necessariamente a levará ao próximo nível.

Para equipes com esse histórico, o desafio não era ensinar a executar melhor. Era ampliar a capacidade da liderança de ler o cenário, questionar modelos conhecidos e construir respostas novas junto com as outras áreas.

Havia ainda uma segunda pergunta, talvez a mais importante do projeto: como fazer para que aquilo que a liderança descobrisse não fosse apenas comunicado ao time, mas vivido, questionado e transformado em acordos de toda a regional?

A resposta foi uma jornada em dois encontros.

A contribuição da Outbox

Primeiro encontro: a liderança na água

Líderes em dinâmica de aquecimento no gramado, à beira da represa, antes da canoa

Em agosto, 21 líderes da regional passaram o dia na Represa de Guarapiranga, em São Paulo. Antes de qualquer conteúdo, o grupo precisava sair do piloto automático. O cérebro adora economizar energia e repete caminhos conhecidos sempre que pode.

Começamos com uma dinâmica de neuroplasticidade em que comandos simples, como andar e parar, de repente trocavam de significado. A risada vem rápido, e junto com ela a percepção de como é fácil reagir no automático.

Na sequência, a canoa havaiana. Primeiro, o grupo aprendeu a técnica básica com um instrutor, sem nenhuma provocação. Esse era o ponto de partida. Depois, a remada foi dividida em três trechos:

  • Primeiro trecho: o desafio era a melhor performance possível.
  • Segundo trecho: o grupo repetia o mesmo percurso com a missão de melhorar o resultado. Ali observamos o que realmente importava: diante de uma nova exigência, o time discute a estratégia, reorganiza papéis e usa a informação disponível, ou simplesmente rema mais forte?
  • Terceiro trecho: a meta mudou. O critério de sucesso deixou de ser só velocidade e passou a combinar indicadores.

Performance, no fim, é entregar o que o cenário exige.

Líderes de colete se posicionando na canoa havaiana para a remada

De volta à terra firme, a experiência virou análise. Pela estrutura What, So What, Now What, os líderes separaram fatos de interpretações e conectaram o que viveram na água com os padrões que aparecem na rotina da regional.

Em seguida, o Ecocycle Planning. Com essa ferramenta, o grupo mapeou suas práticas em quatro fases:

NascendoEm desenvolvimentoMaduroPrecisa ser renovado

Também investigou duas armadilhas. Na armadilha da rigidez estão as práticas que funcionaram no trecho anterior e hoje consomem energia demais. Na armadilha da pobreza está o que precisa nascer e ainda não recebe tempo nem atenção suficientes. Cada área saiu com uma prática prioritária para cada armadilha e um primeiro movimento possível.

Segundo encontro: do círculo da liderança para toda a regional

Grupo de 60 pessoas reunido em círculo ao ar livre no hotel fazenda em Itu

Três semanas depois, o encontro cresceu: 60 pessoas, entre líderes e times, em um hotel fazenda em Itu. A escolha do lugar já faz parte da metodologia. Horizontes abertos deixam a mente mais receptiva, e nenhuma das nossas jornadas acontece em sala de aula tradicional.

As primeiras horas foram dedicadas a criar presença e segurança. Os participantes conversaram em duplas, de propósito com colegas com quem quase não falam no dia a dia, sobre o que os mobiliza e o que as outras áreas poderiam entender melhor sobre o seu trabalho.

Depois veio o Círculo Yurt. O grupo forma um círculo segurando uma corda e inclina o corpo para trás ao mesmo tempo. Se a força estiver distribuída de forma equilibrada, ninguém cai. Se uma pessoa solta, o círculo inteiro sente.

Participantes em círculo segurando a corda vermelha durante o Círculo Yurt

A partir daí, o grupo foi dividido em três equipes que passaram por um circuito de três desafios. Cada um tinha uma pergunta própria:

  • Caminho das pedras: como a minha entrega interfere no caminho do outro?
  • Torre do poder: como perspectivas diferentes entram na construção de uma mesma solução?
  • Desenhos geométricos: como informações parciais se transformam em uma visão compartilhada?
Equipe agachada coordenando as cordas no desafio Torre do poder
Participantes vendados formando uma figura com a corda no desafio Desenhos geométricos

Antes do almoço, uma pergunta invertida, típica da estrutura TRIZ: o que deveríamos fazer se quiséssemos garantir que as áreas trabalhassem cada vez mais isoladas? A lista sai rápido e com humor. Em seguida vem o espelho: o que, mesmo de forma sutil, já se parece com isso no nosso dia a dia?

O foco não estava em criar novas iniciativas. Estava em escolher o que parar de fazer, dentro do que cada um pode controlar.

À tarde, um último desafio físico. As três equipes fizeram a mesma prova sem nenhuma instrução nova, só levando o que tinham percebido pela manhã.

O dia terminou com a construção dos Min Specs, os combinados mínimos da regional. A regra era clara: comportamentos, não valores. Cada grupo podia escolher no máximo três, e cada um passava por um filtro: se tirarmos esse comportamento, ainda conseguimos trabalhar bem juntos? Os acordos finais tinham que ser poucos, claros, observáveis, praticáveis e nossos.

Os Min Specs construídos pelo grupo se organizaram em quatro frentes:

Visão do todoInterfaces entre áreasClareza na troca de informaçõesEscuta orientada para soluções
Flipchart com os Min Specs construídos pela regional

Resultados

4,88/5aplicabilidade no dia a dia (2º encontro)
NPS 95no encontro com líderes e times
4,93/5contribuição dos facilitadores

Ao final de cada encontro, os participantes avaliaram a experiência. Fazemos isso em todos os nossos treinamentos. No segundo encontro, com 42 respondentes, o indicador mais importante foi o de aplicabilidade no dia a dia: 4,88 de 5. Desses respondentes, 88,1% deram nota máxima e ninguém deu nota abaixo de 4.

A visão sistêmica, ou seja, a percepção de como as próprias decisões impactam outras áreas e o resultado da regional, chegou a 4,76. O NPS foi 95, e a contribuição dos facilitadores recebeu 4,93. No primeiro encontro, só com a liderança, o NPS já tinha sido 94, com aplicabilidade de 4,76.

O dado que mais nos interessa, porém, está na diferença entre dois números. A capacidade de perceber o sistema ficou em 4,76. A capacidade de construir soluções dentro dele ficou em 4,50.

Entender que a minha decisão afeta outras áreas é uma aprendizagem. Construir uma solução junto, no meio da pressão e das prioridades diferentes, é uma competência que exige prática. É por isso que a jornada não termina no último exercício do dia.

As respostas abertas mostram o que os participantes levaram:

“Cada equipe e cada membro de uma equipe tem uma perspectiva e uma bagagem diferente que pode contribuir para o atingimento de resultados.”
“A importância não só de trocar informações, mas também ter certeza da clareza disso ao final. Que entendeu e foi entendido.”
“Necessidade de escutar e alinhar com o outro antes da tomada de decisão.”

E uma frase, deixada por um dos líderes no primeiro encontro, resume a jornada inteira:

“Apontar menos o que depende do outro e olhar mais para o que posso contribuir.”

+550 treinamentos e 40.000 pessoas impactadasJornadas de liderança desenhadas para a realidade da sua operação

Fale com um especialista

Próximos passos

Os próximos passos já estão desenhados com a regional:

  • criar espaços curtos para que as áreas explicitem necessidades e restrições;
  • transformar intenções como “ouvir mais” em práticas observáveis;
  • retomar periodicamente os combinados para ver o que já virou rotina e o que ainda precisa de ajuste.

Essa jornada mostra algo que defendemos todos os dias: a performance de uma operação depende da qualidade das partes e também da qualidade das conexões entre elas. Desenvolver a liderança com intenção é preparar a organização inteira para funcionar como um sistema.

Que tal levar esse tipo de jornada para a sua empresa e medir o que realmente muda na segunda-feira?

+550 treinamentos e 40.000 pessoas impactadas

Fale com a Outbox

Desenvolva a liderança do seu time

Programas que preparam gestores para conduzir pessoas na prática.

Fale com a Outbox

Informações ou dúvidas? Nosso time pode ajudar

Preencha e a gente retorna para entender o momento da sua empresa.

team building corporativo, treinamento de team building, team building outdoor, team building indoor, dinâmicas de team building, atividades de team building, integração de equipes, integração de funcionários, dinâmicas de integração b2b, team building para empresas, experiências vivenciais para equipes, dinâmicas de colaboração corporativa, sinergia de equipes, engajamento de colaboradores, atividades ao ar livre para empresas, dinâmicas outdoor corporativas, programas de team building personalizados, vivências de team building, team building para rh, team building de alto impacto, desenvolvimento de equipes de alta performance, dinâmicas de grupo para empresas, integração de departamentos, fortalecimento de cultura organizacional, team building inovador, canoa havaiana team building, dinâmica da canoa havaiana para empresas, cozinha corporativa team building, culinária corporativa para equipes, atividade de cozinha corporativa, go team outbox, treinamento go team, innovation highway team building, dinâmica de inovação para empresas, vivências corporativas outdoor, dinâmicas de superação em equipe, dinâmicas ao ar livre de alto impacto, experiências imersivas para equipes, dinâmicas de team building de aventura, jogos de integração empresarial, treinamento de liderança, desenvolvimento de líderes, liderança corporativa, treinamento de liderança e gestão, imersão para diretores, desenvolvimento de gestores, liderança transformadora, capacitação de líderes, treinamento para gestores e gerentes, curso de liderança corporativa, formação de líderes b2b, workshops de liderança para executivos, imersão de liderança corporativa, treinamento vivencial de liderança, desenvolvimento de alta gestão, capacitação de c-level, team building executivo, desenvolvimento de habilidades de liderança, treinamento andragógico de liderança, metodologias ativas para líderes, liderança de alto impacto, desenvolvimento comportamental de líderes, treinamento de liderança sem slides, inteligência emocional para líderes, tomada de decisão para executivos, liderança situacional nas empresas, programas de desenvolvimento de líderes, treinamento de líderes personalizado, coaching de liderança corporativa, gestão de pessoas para diretores, saúde mental nas empresas, saúde corporativa, bem-estar corporativo, qualidade de vida no trabalho, saúde mental de colaboradores, programa de saúde mental empresarial, produtividade e saúde mental, inteligência emocional nas organizações, prevenção de burnout nas empresas, workshops de saúde mental corporativa, palestras de saúde mental para empresas, gestão de estresse no ambiente de trabalho, bem-estar integral para organizações, ações de saúde mental nas empresas, qualidade de vida corporativa, ambiente de trabalho saudável, resiliência organizacional, saúde emocional nas empresas, treinamento de saúde corporativa, equilíbrio entre vida pessoal e profissional rh, treinamento corporativo de alto impacto, desenvolvimento humano e organizacional, treinamentos vivenciais b2b, consultoria de treinamento corporativo, treinamento comportamental para empresas, soluções de dho para empresas, dinâmicas de alto engajamento rh, metodologias ativas de treinamento, experiências de aprendizagem corporativa, treinamento de pessoal corporativo